A arte de questionar com qualidade
Saindo do automático e abraçando a mudança
Marcelo Tempesta, PhD
3/8/202612 min read


A visão que molda a realidade e o poder do pensamento crítico
Começo esta recapitulação com uma frase de Carol Dweck, autora do livro Mindset, conhecido por muitas pessoas: "a visão que você adota para si afeta a forma que você conduz a sua vida." Pessoal! Muitas coisas nos ajudam a ampliar a nossa visão e a aumentar o nosso estado de consciência. E, na origem de tudo o que pode nos ajudar - está o nosso grau de pensamento crítico. Ele representa as lentes com que vemos o mundo, por isso a importância de aprimorá-lo.
Pense nisso à luz do que Sócrates, o pai da filosofia ocidental, nos ensinou com sua máxima "Conhece-te a ti mesmo". Essa inscrição no templo de Delfos não era apenas um lema; era um chamado para examinar nossas crenças e percepções internas, questionando o que realmente sabemos sobre nós mesmos e o mundo. Sem esse autoconhecimento, nosso pensamento crítico permanece superficial, como sombras dançando na parede de uma caverna – uma imagem que Platão, aluno de Sócrates, desenvolveu em sua Alegoria da Caverna. Essa alegoria complementa perfeitamente a ideia de Dweck: se adotamos uma mentalidade fixa, ficamos presos à caverna, resistindo à ampliação da consciência que o pensamento crítico nos traz.
Entretanto, cada vez mais estamos construindo barreiras mentais limitantes devido a escolhas baseadas em baixo grau de pensamento crítico e, definitivamente, isso é algo que precisa mudar. Muitas vezes essas barreiras são tão rígidas que, para quebrá-las, precisamos de no mínimo, um tom mais provocativo, às vezes mais duro, que gere um maior desconforto, um maior incômodo, que sirva de estímulo para que qualquer mudança realmente comece a acontecer. Ou seja, para sairmos do campo das ideias em direção ao campo das ações.
"Não são as coisas em si que perturbam os homens, mas as opiniões que eles têm sobre as coisas". Com esta frase, Epicteto nos provoca a refletir sobre como nossas percepções rígidas – essas barreiras mentais – nos escravizam, e só o desconforto de questioná-las é que pode nos libertar. Ele enfatizava que o verdadeiro controle está em como interpretamos os eventos, não nos eventos em si. Da mesma forma, Sêneca argumentava que o crescimento vem do enfrentamento deliberado do desconforto: "É o fogo que prova o ouro; é a adversidade que prova os homens fortes". Sêneca nos incentiva a abraçar o incômodo como um professor severo, pois sem ele, permanecemos estagnados, presos em opiniões não examinadas que bloqueiam nosso progresso pessoal e profissional.
A essencialidade de questionar: uma perspectiva filosófica
A ideia de que a nossa visão molda a nossa realidade não é nova. Na Grécia Antiga, Sócrates já provocava com a máxima: "Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida." Ele nos instigava a questionar tudo, especialmente nossas próprias crenças e suposições. O pensamento crítico, nesse sentido, é ferramenta socrática por excelência - é a capacidade de examinar as lentes pelas quais percebemos o mundo e, mais importante, a nós mesmos.
Quando Daniel Kahneman, neurocientista e psicólogo, descreve os sistemas de pensamento em seu livro “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, ele nos mostra como nosso "Sistema 1" (intuitivo, rápido, automático) muitas vezes nos leva a atalhos mentais e vieses cognitivos que formam essas "barreiras mentais limitantes". O pensamento crítico é o nosso "Sistema 2" em ação - o esforço deliberado para analisar, questionar e, se necessário, recalibrar nossas percepções. Sem esse esforço consciente, ficamos presos em padrões de pensamento que nos impedem de ver novas possibilidades. Simples assim! Mas, apesar de simples - desafiador...
O desconforto como catalizador da mudança
A necessidade de um "tom mais provocativo, às vezes mais duro, que gere um maior desconforto" para quebrar essas barreiras, ecoa com os ensinamentos dos filósofos estoicos. Para Sêneca, por exemplo, o desconforto e a adversidade não são apenas inevitáveis, mas essenciais para o crescimento. Ele argumentava que a alma se fortalece ao enfrentar dificuldades: "Não é porque as coisas são difíceis que não ousamos; é porque não ousamos que elas são difíceis."
Essa provocação, esse incômodo, é o que nos tira da complacência. É o que nos força a confrontar a rigidez de nossas mentes e a questionar se o caminho que estamos trilhando, lá no íntimo, é o que verdadeiramente desejamos. Adam Grant, em suas obras que abordam o repensar e desafiar o “status quo”, argumenta que a capacidade de mudar de ideia e de abraçar o desconforto da incerteza é uma marca de inteligência e adaptabilidade, enquanto a rigidez mental é sinal do contrário.
Pegando o gancho, esta mentalidade rígida, colocada em prática todos os dias, nos condiciona, vira hábito – nos disciplina neste ato que tanto nos faz mal - ser cognitivamente inflexível. Só que todo hábito que nos prejudica de alguma forma, que é nocivo para nós, é caracterizado como vício. Ou seja, a rigidez mental nos vicia - nos condiciona a comportamentos automáticos maléficos. É como uma programação que nos faz reagir sem pensar, causando consequências negativas - é uma programação que nos faz mal. Redundante, mas importante reforçar!
Marco Aurélio (entre tantas outras grandes mentes) capturou isso ao escrever: "A felicidade da tua vida depende da qualidade dos teus pensamentos". Ele refletia sobre como hábitos repetidos moldam o caráter, transformando pensamentos rígidos em ações automáticas que nos desviam do bem-estar. Ele nos lembra que permitir que a rigidez se torne vício é como entregar o controle de nossa vida a forças externas, em vez de cultivarmos a virtude através da reflexão diária.
Do lado da neurociência, Daniel Kahneman nos evidencia que para quebrar esses padrões é obrigatório esforços de nossa parte. Ganhador do prêmio Nobel, ele nos provoca a questionar: por que nos contentamos com o automático quando ele nos vicia em erros repetidos que nos fazem mal? Essa rigidez mental é o Sistema 1 no comando, nos condicionando a respostas preguiçosas e viciosas que sabotam nosso desenvolvimento e evolução, limitando assim nossos resultados e prosperidade.
Falando de uma forma mais prática: a gente fica bom naquilo que a gente faz todos os dias – nos disciplinamos naquilo que praticamos todos os dias. Se você reclama todos os dias, você fica bom em reclamar. Se você dá desculpas todos os dias, para coisas que deveria ter feito e não fez (ou não fez, mas deveria ter feito) - você fica bom em dar desculpas. Se você come mal todos os dias, você fica bom em comer mal. Comer mal prejudica sua saúde... Então você fica bom em prejudicar sua saúde, em desperdiçá-la. Tá pegando o raciocínio!? Isso vale pra tudo... Serve para qualquer escolha que fazemos diariamente.
Pessoal! Vez ou outra faz parte... é normal... somos humanos... O problema é transformar coisas que nos fazem mal em um estilo de vida – e é isto que a rigidez mental (baixo grau de pensamento crítico) nos condiciona a fazer – nos disciplina em transformar coisas que nos fazem mal em um estilo de vida. Vou repetir: essa rigidez mental, que inclusive é fruto de baixo grau de humildade, faz com que a gente transforme em um estilo de vida - fazer cada vez mais coisas que nos fazem mal, a ponto de nos tornarmos "experts" nisso... Nos vicia em comportamentos tóxicos, nocivos, que nos leva no sentido oposto do que realmente gostaríamos/sonhamos, nas variadas áreas da vida.
A programação da mente e a quebra de padrões
A ideia de que somos "programados" por nossos hábitos é central para muitos pensadores. Pedro Calabrez, neurocientista brasileiro, frequentemente aborda como o cérebro forma e reforça circuitos neurais através da repetição (neuroplasticidade), tornando certos comportamentos automáticos. A rigidez mental, nesse contexto, é a consolidação de caminhos neurais que nos mantêm presos a padrões de pensamento e ação que, embora familiares, podem ser prejudiciais. E é justamente isso que acontece com a maioria das pessoas, pois esta mesma maioria passa sua vida inteira no estágio mais baixo de pensamento crítico – o de pensador irreflexivo. Ou seja, esta rigidez cria vias cerebrais que nos viciam em padrões negativos automáticos (automatismos maléficos).
Imagine seu cérebro como um jardim – o que você rega cresce. Por que regar ervas daninhas como a rigidez, quando podemos cultivar plantas que florescem e dão como frutos mudanças reais em diferentes áreas de nossas vidas? Lembre-se: aquilo que domina a sua mente, governa a sua vida! Parafraseando o neurocientista: “O cérebro é um músculo que se fortalece com o uso. Use-o para o que te serve.”
Voltando a Sócrates... Sua humildade intelectual – admitindo "só sei que nada sei" – é o antídoto perfeito para essa rigidez. Ele nos ensina que a verdadeira sabedoria começa na admissão de nossas limitações, abrindo espaço para questionamento e crescimento. Sem humildade, nos fechamos em falsas certezas, nos prendemos na inflexibilidade de nossas convicções, nos viciando assim em estilos de vida que nos sabotam.
Adam Grant, em Pense de Novo, parafraseando e expandindo ideias como essas, argumenta que a rigidez vem de uma "mentalidade de pregador, promotor ou político", onde defendemos crenças fixas em vez de repensá-las. Grant nos inspira a adotar a "mentalidade de cientista": curiosa, humilde e aberta a evidências que desafiem nossos vícios mentais, levando a inovações no trabalho e na vida pessoal.
Napoleon Hill, em Pense e Enriqueça, reforça isso ao afirmar que "o que a mente do homem pode conceber e acreditar, ela pode conquistar". Hill, estudando mentes bem-sucedidas, nos inspira a refletir sobre como pensamentos dominantes – repetidos diariamente – se tornam hábitos que definem nosso destino. Se cultivamos reclamações ou desculpas, estamos treinando para o fracasso... Mas, se redirecionamos para ações positivas, quebramos o ciclo. Como ele dizia: “Qualquer pensamento que você mantenha em sua mente, repetidamente, acabará por se manifestar em sua realidade."
Essa "programação" maléfica, que nos vicia em padrões comportamentais tóxicos, é o oposto do que Epicteto nos ensinava sobre o controle interno. Ele afirmava que não são os eventos que nos perturbam, mas sim a nossa interpretação deles. A rigidez mental nos impede de reinterpretar, de ressignificar e de escolher uma resposta diferente, mantendo-nos reféns de reações automáticas, impulsivas e incoerentes com os resultados que queremos conquistar e realidades que queremos construir.
Um adendo: quando definimos princípios e valores bons e do bem, e os seguimos fielmente, eles nos ajudam a quebrar estes ciclos viciosos que tanto nos fazem mal. E para isso, é essencial aprimorar a habilidade de atribuição de significados de qualidade, já mencionada em reflexões Tempestando anteriores.
A disciplina e o foco: onde você investe sua energia?
Vamos olhar de uma outra forma estes ciclos viciosos, dentro do contexto de que eles se formaram por causa da disciplina em fazermos todos os dias coisas que nos fazem mal. Ao reclamar todos os dias, você está se disciplinando em reclamar. Ao dar desculpas todos os dias, você está se disciplinando em dar desculpas. Ao comer mal todos os dias, você está se disciplinando em comer mal. Ou seja, você tem disciplina para reclamar, dar desculpas e comer mal. E assim por diante, para qualquer outra ação que você queira considerar.
O fato é: todos têm disciplina, sem exceção! Não “romantize” – compreenda que a prática vem antes da disciplina! O fato da maioria inverter esta ordem é causa da falta de resultados desta mesma maioria (e de usar isto como desculpas, autoengano). Não temos que ter disciplina para praticar algo – temos sim que praticar algo para nos disciplinarmos – a disciplina vem da prática! A procrastinação, por exemplo, não é consequência da falta de disciplina – mas sim – resultado dela! A pessoa se disciplinou em procrastinar!
A reflexão está em onde você está aplicando, usando, direcionando a sua disciplina!?
Bob Proctor, em suas obras, nos provoca a redirecionar essa disciplina inerente: "Você é o mestre de seu destino. Você pode influenciar, direcionar e controlar seu próprio ambiente". Proctor, mentor de desenvolvimento pessoal e profissional, reflete que a disciplina mal aplicada nos vicia em negatividade, mas quando alinhada a princípios positivos, cria um ciclo virtuoso que atrai sucesso. Isso ressoa com esta famosa frase de Epicteto: "Primeiro diga a si mesmo o que você quer ser; depois faça o que tem que fazer". Ele nos lembra que a disciplina é uma ferramenta neutra – o vício surge quando a usamos para o mal, mas a liberdade vem de aplicá-la ao bem.
O mesmo vale quando o assunto é foco... Um exemplo de inúmeros: a pessoa tem disciplina e foco para ver jogos, filmes, seriados, a vida dos outros e besteiras nas redes sociais... Tem disciplina e foco para ficar horas e horas concentrada nestas ações. Mas, quando é algo mais sério, como aprender algo novo para melhorar a própria vida, ler um livro de qualidade, entre outras ações - a pessoa não consegue parar sequer 10 minutos. Sendo mais direto, a pessoa dá a desculpinha que não tem disciplina para ler um livro, mas passa o dia todo "scrolando" a tela do celular e lendo um monte de coisas...
Se pergunte: qual a qualidade das coisas com que você frequentemente se conecta e qual a qualidade de sua conexão com cada uma dessas coisas? Lembre-se: somos a média de tudo aquilo que a gente permite que nos influencie de alguma forma - gostando ou não, querendo ou não, acreditando ou não - é assim que as coisas são - o poder do ambiente. E inclusive, isso tudo acontece principalmente de forma inconsciente para as mentes menos preparadas... Por isso a importância do autoconhecimento, pensamento crítico e despertares de consciência. Parafraseando Skinner e Jung: “Somos livres na medida que compreendemos e tomamos consciência sobre tudo aquilo que pode nos controlar. Portanto, até nos tornarmos conscientes sobre o que muitas vezes sequer imaginamos, o inconsciente irá dirigir nossa vida e chamaremos isso de destino.”
A direção da vontade
A ideia de que todos possuímos disciplina, mas a direcionamos para diferentes fins, também nos remete à filosofia de Platão. Em sua “Alegoria da Caverna”, ele descreve prisioneiros que passam a vida inteira olhando para sombras projetadas na parede, acreditando que essa é a realidade. Eles dedicam sua atenção e, de certa forma, sua "disciplina", a observar essas ilusões.
Quando aplicamos nossa disciplina e foco em "jogos, seriados e besteiras nas redes sociais", estamos, de certa forma, presos à nossa própria caverna, dedicando nossa energia a sombras que nos distraem do que é verdadeiramente significativo. O desafio, como Platão sugeriria, é virar a cabeça, sair da caverna e confrontar a luz da realidade – o que exige esforço, desconforto e, acima de tudo, um redirecionamento consciente da nossa disciplina. Aproveito para destacar a importância da humildade e da atribuição de significados de qualidade, habilidades fundamentais para que este redirecionamento seja possível.
Bob Proctor argumentava que a energia segue o pensamento (e sentimento). Se nossa disciplina e foco estão constantemente em atividades que não nos agregam, é porque nossa energia mental está sendo direcionada para lá. A chave é realinhar essa energia com nossos objetivos mais elevados. Como ele dizia: "O que você pensa, você se torna. O que você sente, você atrai. O que você imagina, você cria." E aqui reforçamos o poder da Tríade do Significado, Conexão e Atitude da Tempestando. Se você está nos conhecendo agora, conecte-se com as reflexões anteriores para compreende-la melhor. De preferência, siga a ordem cronológica, começando pela primeira...
Mas voltando - Marco Aurélio, em suas Meditações, nos adverte: "Concentre cada minuto em fazer o que está à sua frente com precisão e genuína justiça... e com bondade". Ele nos provoca a questionar nosso foco disperso, redirecionando-o para ações que elevem nossa consciência, em vez de nos prenderem em distrações vazias. Kahneman, novamente, explica o porquê: o Sistema 1 adora o fácil e imediato, como redes sociais, enquanto o Sistema 2 exige esforço para tarefas profundas. Mas ao treinar o foco deliberado, reestruturamos o cérebro para priorizar o que realmente importa, saindo do automático para o intencional... Saindo do raso, da poça, do superficial – para a profundidade...
A falta de foco em atividades construtivas e a facilidade em se perder em distrações é um sintoma da mente não treinada, do baixo grau de pensamento crítico, onde a pessoa não pensa de verdade, com qualidade (ela apenas “acha’ que pensa). É um sintoma da mente reativa, que se entrega ao impulso do momento - “de uma mente desgovernada por ti e governada por outros”...
A arquitetura do sucesso e a autorresponsabilidade
A afirmação de que "o sucesso é treinável" e de que “bom a gente fica” é um pilar fundamental do desenvolvimento pessoal. Não é um dom inato, mas o resultado de um processo contínuo de aprendizado, prática e adaptação. Isso se alinha perfeitamente com a visão de Napoleon Hill, que dedicou sua vida a estudar os princípios do sucesso, concluindo que eles podem ser aprendidos e aplicados por qualquer pessoa.
Se você está treinando a reclamação, a desculpa ou a inação, é nisso que você se tornará mestre. O "sucesso" que você terá será o de perpetuar esses padrões. A verdadeira questão é: qual tipo de sucesso você deseja treinar? Qual tipo de sucesso você está disciplinando?
Para finalizar, deixo mais uma reflexão: "somos as escolhas que fazemos." Esta afirmação encapsula a essência da autorresponsabilidade, da autonomia e da liberdade. Dentro deste contexto, Jean-Paul Sartre articulou a ideia de que estamos "condenados a ser livres", o que significa que somos inteiramente responsáveis por nossas escolhas e, consequentemente, por quem nos tornamos". Parafraseando o filósofo: “Não somos o que nos acontece, somos o que escolhemos ser."
Isso reforça o que grandes mentes sempre compartilharam ao longo de nossa existência - embora não possamos controlar os eventos externos, temos controle absoluto sobre nossas reações e escolhas internas. É nessa esfera de controle que reside nosso poder de moldar nosso caráter e nosso destino. "Não é o que acontece com você, mas como você reage a isso que importa." (Epicteto)
Portanto, a reflexão final é um convite à introspecção profunda: Quais escolhas você está fazendo hoje? O que você está treinando diariamente? A resposta a essas perguntas determinará não apenas o seu sucesso, mas a própria essência de quem você se tornará. Que este texto sirva como um estímulo para que você comece a questionar, a refletir e, acima de tudo, a agir de forma mais consciente e intencional em todas as áreas da sua vida – que te estimule a pensar de verdade.
Pense. Questione. Transforme.
Marcelo Tempesta, PhD


